Descobrindo o Morro do Saboó

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Uma boa opção de turismo ecológico próximo a São Paulo é o morro do Saboó que fica em São Roque aproximadamente 60 km da capital paulista. Saboó é a palavra indígena para “Morro Pelado”, já que o local apresenta uma vegetação rasteira no topo. O morro está localizado dentro de três propriedades particulares, porém aberto para visitação.

Se o clima estiver bom é possível observar dos seus 1.090 metros de altitude as cidades de Mairinque, Itu, Sorocaba, as Serras de Juquiá, Araçoiaba da Serra e até Osasco. Poucos sabem da existência de uma continuação da trilha que sendo feita acompanhado de um guia pode chegar até o Morro do Careca (que tem o solo formado por rochas, como a ardósia, que impede o crescimento de vegetação).

Além da vista privilegiada, a trilha passa por uma mata mais fechada proporcionando um contato maior com a natureza. No final, o visitante encontra um riacho com água cristalina e refrescante.

Mas para que tudo isso se preserve, a agrônoma Ondalva Serrano, uma das proprietárias do lcal alerta que projetos ambientais precisam ser desenvolvidos no Saboó. Como o morro recebe muitos visitantes já esta apresentando sinais de degradação. Outro problema é a erosão, com as queimadas e fortes chuvas de final de ano, o caminho acabou sofrendo com isso, agravando-se com o constante uso dos adeptos dos esportes radicais, como voo livre e motocross

Sendo o morro formado por rochas qualquer impacto se transforma em um problema, porque leva muitas pedras para baixo, explica o gestor ambiental José Camargo.

Os projetos para amenizar os danos é investir na educação ambiental, abordando o turismo sustentável diz José Camargo que é professor nas escolas da região, em suas aulas práticas leva os alunos até o morro e mostra a degradação que ocorre na natureza. Existem vários projetos para serem aplicados no local, mas eles esbarram na falta de investimentos “projetos desenvolvidos pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e de moradores, sobre turismo rural sustentável”. A intenção é utilizar o morro de forma educativa e pedagógica, cuidado das trilhas e oferecendo até mesmo um teatro de arena.

Dicas Para o Turista: é recomendável além dos itens básicos para encarar qualquer trilha, como água, alimentos leves e protetor solar, que se passe repelente para evitar os carrapatos. A região é usada como pasto para gado, o que atrai esses bichos. O ideal é passar o repelente nos braços, na região da cintura e nas pernas.

Para chegar lá o visitante deve pegar o acesso para a SP 280, Castelo Branco e, no final do Bairro Guaçu, virar à direita em uma rotatória. Existem placas indicativas, a entrada no local é gratuita.

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